quinta-feira, 15 de junho de 2017

DESENVOLVIMENTO DA AULA DO DIA 23_05

“Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo.”  
                                                                                                                                                                                           Paulo Freire.

Na aula de hoje trabalhamos com a Base Nacional Curricular Comum (BNCC) de acordo com a divisão feita por área de conhecimento na última semana, respondendo aos questionamentos levantados pela professora. Fiz o trabalho em dupla com Letícia, observando a parte da Matemática, segue abaixo nossas respostas:

1.)       A BNCC PROPÕE SUSTENTAR O QUÊ?
Sobretudo, a BNCC sustenta tudo o que os alunos da Educação básica devem aprender, independente de suas origens. Sustenta também o trabalho pedagógico nas escolas, nas diferentes redes de ensino e diferentes componentes curriculares. Assim, ela sustenta sobre o que ensinar (conteúdos necessários para aprendizagem dos alunos) e como ensinar (prática docente em sala de aula) e através dessas duas vertentes, garantir o direito de aprender para todos.

O QUE A BASE NÃO SUSTENTA:

a.        A BNCC não traz práticas ou procedimentos específicos para crianças que não acompanham o ritmo. Isso fica a responsabilidade da escola.
b.       Não há indicações ou procedimentos específicos para alunos com deficiência. Isso fica na responsabilidade da escola.
c.        O coordenador pedagógico deverá promover a formação continuada do professor para colocar em prática a BNCC e os ajustes necessários no planejamento docente.
d.       Os temas interdisciplinares foram classificados como áreas especiais, como culturas indígenas e africanas, Educação financeira, Educação ambiental. Em relação a COMO a interdisciplinaridade será colocada em prática, será determinado pelos currículos e pelos projetos pedagógicos das escolas.

A BNCC FALA O QUE DEVE SER FEITO, MAS NÃO FALA COMO DEVE SER FEITO.
ELA SIMPLESMENTE JOGA AS RESPONSABILIDADES NA ESCOLA QUE
DEVE CUMPRIR O QUE LÁ ESTÁ DEFINIDO.

NA MATEMÁTICA AS BNCC PONTUAM QUE:

ü O conhecimento matemático é necessário para todos os alunos da Educação Básica, seja por sua grande aplicação na vida atual,seja pelas suas potencialidades na formação de cidadãos críticos, cientes de suas responsabilidades sociais.
ü A Matemática cria sistemas abstratos, que organizam e inter-relacionam fenômenos, e que esses sistemas contêm ideias e objetos que são fundamentais para a compreensão de fenômenos, a construção de representações significativa se argumentações consistentes nos mais variados contextos.
ü O desenvolvimento dessas habilidades (competências específicas da Matemática) está intrinsecamente relacionado a algumas formas de organização da aprendizagem matemática,com base na análise de situações da vida cotidiana, de outras áreas do conhecimento e da própria Matemática.

COMPETÊNCIAS MARAVILHOSAS, PORÉM FALTA DE FALAR SOBRE A ORIGEM DO CONHECIMENTO MATEMÁTICO (HISTÓRIA DA MATEMÁTICA) E DOS ALUNOS RECONHECEREM A IMPORTÂNCIA DO PAPEL DO PROFESSOR DE MODO A VALORIZAR O PROFISSIONAL.

QUESTIONAMENTO: O DOCUMENTO NÃO É CLARO PARA OS PROFESSORES. HAVERÁ DOCUMENTOS POSTERIORES, AUXILIANDO O PROFESSOR EM SUA PRÁTICA? MUITOS DOS OBJETIVOS PROPOSTOS SÃO AMPLOS E VAGOS PARA O PROFESSOR. SEM DÚVIDA, HAVERÁ NECESSIDADE DE DOCUMENTOS COMPLEMENTARES QUE SUBSIDIEM O SEU TRABALHO NA SALA DE AULA. DO CONTRÁRIO, HÁ RISCOS DE QUE SE CUMPRA COMO UMA PRESCRIÇÃO, SEM COMPREENSÃO MATEMÁTICA POR PARTE DOS ALUNOS E DOS PROFESSORES.

2.)  APONTAR NOS CONTEÚDOS ELENCADOS A CONTEXTUALIZAÇÃO DOS PRINCÍPIOS QUE ESTÃO NA INTRODUÇÃO DAS BNCC .
·         INTERDISCIPLINARIDADE:
Números: Favorecer um estudo interdisciplinar envolvendo as dimensões culturais, sociais, políticas e psicológicas, além da econômica, sobre as questões do consumo, trabalho e dinheiro. Exemplo:  Desenvolver um projeto com a História visando ao estudo do dinheiro e sua função na sociedade, da relação entre dinheiro e tempo, dos impostos em sociedades diversas, do consumo em diferentes momentos históricos.
Álgebra - Na Álgebra estuda-se o conceito de Algoritmo, conceito este que pode ser utilizado e aplicado a inúmeras outras áreas como a computação. Não há exemplo.
Geometria – Pode auxiliar a resolver problemas de diferentes áreas do conhecimento. Exemplo: Trabalhar com grandezas e medidas na Ciência (densidade, grandezas e escalas do Sistema Solar) e na Geografia (coordenadas geográficas, densidade demográfica, escalas de mapas e guias etc). Trabalhar também com Probabilidade e Estatística na Ciência (problema da vida cotidiana).

INTERDISCIPLINARIDADE É BEM ESCASSA. E NÃO DÁ APOIO AO PROFESSOR À COMO TRABALHAR INTERDISCIPLINARIDADE. SEM FALAR QUE A INTERDISCIPLINARIDADE NÃO FICOU EXPLICITA EM CADA EIXO E TAMBÉM, ELA SE PERDEU NA EDUCAÇÃO INFANTIL. NÃO HÁ INTERDISCIPLINARIDADE NOS ANOS INICIAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA.
PARECE ESTRANHO QUE UM DOCUMENTO QUE DIGA VALORIZAR A INTERDISCIPLINARIDADE NÃO SE REFIRA DE MANEIRA CLARA E OBJETIVA ÀS TENDÊNCIAS DE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA DEBATIDAS, PESQUISADAS TANTO NO BRASIL COMO NO EXTERIOR, COMO: ETNOMATEMÁTICA, INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, MODELAGEM MATEMÁTICA, ABORDAGEM HISTÓRICO-CULTURAL PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA.

·         MULTICULTURALISMO
 NÃO HÁ A NECESSÁRIA APROXIMAÇÃO ENTRE OS CONHECIMENTOS MATEMÁTICOS E O UNIVERSO DA CULTURA, COMO PRINCÍPIOS QUE SÃO O PONTO DE PARTIDA PARA A PRÁTICA PEDAGÓGICA. E TAMBÉM, FICA BEM CLARO NA BNCC QUE ELA DEVE SER SEGUIDA PELAS ESCOLAS EM TODOS O TERRITÓRIO BRASILEIRO, INDEPENDENTE DO LUGAR, DA CULTURA E COSTUMES DOS ESTUDANTES. ELA NÃO SE PREOCUPOU COM ESTA PARTE. OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM ESTÃO DESPROVIDOS DE APROXIMAÇÕES ENTRE O CONHECIMENTO MATEMÁTICO E O UNIVERSO CULTURAL DO ESTUDANTE, EM CONTRADIÇÃO COM OS DOCUMENTOS INTRODUTÓRIOS DA PRÓPRIA BNCC.

·         CONTEXTUALIZAÇÃO
OS PRINCÍPIOS DE CONTEXTUALIZAÇÃO NÃO SÃO IDENTIFICADOS NO DOCUMENTO, CONTRADIZENDO O PRÓPRIO DOCUMENTO.

3.)       OBSERVAR SE HÁ HIERARQUIZAÇÃO DE SABERES.
PRIORIDADE: PORTUGUÊS E MATEMÁTICA. A PRÓPRIA ORDEM DO CORPO DO DOCUMENTO DEIXA ISTO EXPLÍCITO.
EM RELAÇÃO A MATEMÁTICA, NÃO TEM COMO VER SE HÁ HIERARQUIZAÇÃO DO SABER. O DOCUMENTO SEGUE UMA ESTRUTURA LÓGICA COM NÍVEIS DE DIFICULDADE CRESCENTE DE ACORDO COM CADA GRAU DE ESCOLARIDADE E IDADE DO ALUNO. NESSA DIREÇÃO, A BNCC PROPÕE CINCO UNIDADES TEMÁTICAS, CORRELACIONADAS, QUE ORIENTAM A FORMULAÇÃO DE HABILIDADES A SER DESENVOLVIDAS AO LONGO DO ENSINO FUNDAMENTAL. CADA UMA DELAS PODE RECEBER ÊNFASE DIFERENTE, A DEPENDER DO ANO DE ESCOLARIZAÇÃO (CURRÍCULO ESPIRAL). DESDE QUE O PROFESSOR TENHA UM FORMAÇÃO ADEQUADA PARA FOCAR OS CONTEÚDOS DE MANEIRA ADEQUADA À SÉRIE EM QUE ESTÁ TRABALHANDO. NESTE PONTO VEMOS O QUANTO É FUNDAMENTAL UMA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES!

4.)       CORRESPONDÊNCIA DOS CONTEÚDOS POR SÉRIE COM AS IDADES E MATURIDADE DOS ALUNOS.
TUDO DEPENDE DA FORMAÇÃO QUE O PROFESSOR DE HOJE (O QUE ESTÁ DENTRO DAS NOSSAS SALAS DE AULA) TEM PARA TRABALHAR ESTES CONTEÚDOS DIDATICAMENTE DE ACORDO COM A IDADE DO ALUNO.
HÁ CONCEITOS QUE DEPENDENDO DA FORMA DE SEREM ABORDADOS SERÃO EXTREMAMENTE ÁRIDOS PARA A CRIANÇA MANIPULAR E PRODUZIR UM APRENDIZADO.
POR EXEMPLO:
·         PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA: SÃO MUITO SUBJETIVOS PARA SEREM TRABALHADOS NOS ANOS INICIAIS, DEPENDE DA FORMA QUE O PROFESSOR IRÁ TRABALHAR ISTO COM OS ALUNOS E ISTO NÃO ESTÁ EXPLICITO NA BNCC, QUE SOMENTE FALA O QUE DEVE SER TRABALHADO, MAS NÃO FALA COMO IRÁ SER TRABALHADO. POR EXEMPLO A CRIANÇA VER CONCEITOS COMO:
PRIMEIRO ANO: NOÇÃO DE ACASO LEITURA DE TABELAS E DE GRÁFICOS DE COLUNAS SIMPLES; COLETA E ORGANIZAÇÃO DE INFORMAÇÕES; REGISTROS PESSOAIS PARA COMUNICAÇÃO DE INFORMAÇÕES COLETADAS...
SEGUNDO ANO: ANÁLISE DA IDEIA DE ALEATÓRIO EM SITUAÇÕES DO COTIDIANO COLETA, CLASSIFICAÇÃO E  REPRESENTAÇÃO DE DADOS EM TABELAS SIMPLES E DE DUPLA ENTRADA E EM GRÁFICOS DE COLUNAS...
TERCEIRO ANO: ANÁLISE DA IDEIA DE ACASO EM SITUAÇÕES DO COTIDIANO: ESPAÇO AMOSTRAL, LEITURA, INTERPRETAÇÃO E REPRESENTAÇÃO DE DADO SEM TABELAS DE DUPLA ENTRADA E GRÁFICOS DE BARRAS COLETA, CLASSIFICAÇÃO E REPRESENTAÇÃO DE DADOS REFERENTES A VARIÁVEIS CATEGÓRICAS, POR MEIO DE TABELAS E GRÁFICOS.
QUESTIONAMENTO...???? QUAL É O VERDADEIRO DOMÍNIO QUE O PRÓPRIO PROFESSOR TEM DESSES CONCEITOS...???
·         RETAS E TRAÇADOS NO QUARTO ANO: QUAIS SÃO AS INTENÇÕES AO PROPOR O USO DESSES INSTRUMENTOS? SABEMOS QUE O ALUNO NESSA FAIXA ETÁRIA TEM DIFICULDADES PARA UTILIZAR A PRÓPRIA RÉGUA. ESPERA-SE QUE ELE ADQUIRA HABILIDADES MOTORAS, AO MANIPULAR A RÉGUA E ESQUADRO OU DOIS ESQUADROS?
·         REPRESENTAÇÃO E RECONHECIMENTO DE FRAÇÃO: ONDE FICA A COMPREENSÃO DE FRAÇÃO? ELA É UM CONCEITO MUITO COMPLEXO PARA ESSA FAIXA ETÁRIA (4 ANO) E PRECISA SER TRABALHADA DE FORMA CONTEXTUALIZADA, PREFERENCIALMENTE, EM CONTEXTOS DE MEDIDA. PORÉM A CONTEXTUALIZAÇÃO SE AUSENTA NA MATEMÁTICA.

5.) A ÁREA DE MATEMÁTICA SUSTENTA CURRÍCULOS RIZOMÁTICOS (PROJETOS)? SUSTENTA CURRÍCULOS INTEGRADOS?

CURRÍCULO RIZOMÁTICO: NA ÁREA DA MATEMÁTICA, OS CONTEÚDOS FORAM APRESENTADOS DE UMA FORMA BEM ISOLADA, ASSIM NÃO É APRESENTADO UM CURRÍCULO RIZOMÁTICO, VISTO QUE A INTERDISCIPLINARIDADE E PROJETOS LIGADOS A OUTRAS ÁREAS DO CONHECIMENTO, FOI BEM ESCASSA E NÃO SE APRESENTOU DE FORMA EXPLICITA E QUANDO FOI APRESENTADA, FOI DE UMA FORMA MUITO VAGA NA QUAL SÓ CITOU ALGUNS EXEMPLOS E ALGUNS POUCOS CONTEÚDOS, SEM AO MENOS INFORMAR AO PROFESSOR COMO ESSAS ATIVIDADES INTERDISCIPLINARES DEVEM SER FEITAS.

CURRÍCULO INTEGRADO: NA PARTE DA MATEMÁTICA TAMBÉM NÃO HOUVE A APRESENTAÇÃO DE UM CURRÍCULO INTEGRADO (EU NÃO CONSEGUI ENXERGAR ISSO ESPECÍFICO A MATEMÁTICA). MAS SIM A APRESENTAÇÃO DE UM CURRÍCULO ESPIRAL QUE PERMITE QUE O ALUNO VEJA O MESMO CONTEÚDO EM DIFERENTES NÍVEIS DE PROFUNDIDADE E MODOS DE REPRESENTAÇÃO DE UMA FORMA CRESCENTE QUANTO AOS NÍVEIS DE DIFICULDADE E GRAU DE ESCOLARIDADE.

QUESTIONAMENTO: ASSIM, NUM CONTEXTO GERAL (BASE TODA) COMO PENSAR EM UM CURRÍCULO INTEGRADO COM UMA BASE QUE PROMOVE HIERARQUIZAÇÃO DE SABERES (FOCO EM PORTUGUÊS E MATEMÁTICA)?

Terminada a exposição de cada área contemplada pela BNCC, a professora pediu que para próxima aula:
1.)     Sejam apresentadas as ideias centrais do capitulo do livro “Escola, Currículo e Avaliação” da Maria  Tereza  Esteban, do qual fiquei com o: “Templos construídos sobre templos: a história da América Latina e o cotidiano da escola.”
2.)     Devemos complementar o que nos parece falho na BNCC e apresentar o que seria imprescindível para um trabalho efetivo com o aluno.


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