quinta-feira, 15 de junho de 2017

Desenvolvimento da aula do dia 16_05

 “Para isso existem as escolar: não para ensinar as respostas, mas para ensinar as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme. Mas somente as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido..”
Rubem Alves.

Na aula anterior a professora distribuiu duas palavras para cada um de nós, e nos instruiu que constríssemos um texto tendo como centralidade essas duas palavras, para ser apresentado na próxima aula. Minhas palavras foram: Atos de Currículo e Políticas de Currículo, com as quais construi o texto que se segue:

Políticas de Curriculo x Atos Curriculares
As políticas de currículo engessam o currículo, transformando- em algo pronto, completo e fechado em si mesmo, pois os conteúdos e saberes são transformados em tópicos que provêm de saberes e conhecimentos social e culturamente  produzidos pelos âmbitos de rferência do currículo, que se preocupal em fornecer à sociedade um profissional pronto,produto de conteúdos homogêneos, ou seja, uma produção em larga escala de profissionais peidos pelo mercado de trabalho, e não um cidadão crítico, um ser curriculante que possa agir e interferir na sociedade onde está inserido, pois esta é uma função que não interessa aos mecanismos de poder.
Em contrapartida, entre as paredes da escola, existe uma outra voz, que pode dar nova roupagem às políticas de currículo existentes - os atos curriculares daqueles que realmente estão envolvidos no processo educativo, alunos., professores,  profissionais da área educacional e sociedade.
Os atos curriculares formam um currículo feito de saberes e fazeres, feitos no cotidiano e por muitas mãos, minhas mãos e dos outros... Um currículo dito oculto, com seus conteúdos e valores transmitidos subliminarmente através das relações sociais e do cotidiano escolar, em suas práticas, relações de poder, regras de conduta, linguagem dos professores e dos livros didáticos, relações estas que permeiam o sujeito curriculante pois se dá numa rede de alteralidades e essa rede se tensiona objetivando o poder... O currículo é uma obra aberta porque faz e se problematiza no coletivo, possuindo um caráter enquanto prática social e produto social. Ou seja, quando se fala de atos curriculares estamos falando das imprevisibilidades, através de uma visão do outro, estamos nos referindo aos dispositivos disruptores, aqueles fatos, experiências que rompem a normalidade do processo de ensino, rompem a normalidade da aula...
No entanto, por outro lado, estes atos curriculares estão poluídos por ideologias ou pela falta destas, diante deste fato o professor precisa mudar sua postura, aprendendo a aproveitar as brechas existentes nas políticas curriculares e se posicionando como um ser crítico que procure formar cidadãos capazes de interferir na realidade, ou seja, trabalhar com um curríuclo que possibilite um aprendizado que problematize o mundo vivido, fornecendo subsídios para transformar o aluno em um ser curriculante que repita a postura do professor e também se posicione como um ser crítico que interfira na realidade e dê o exemplo a outros, num processo de mudança sem fim, que poderá trasnformar a sociedade e todos nós.

Durante a aula a exposição dos textos construídos por cada um de nós levantou várias questões que foram discutidas, entre elas pincei alguns tópicos que me chamaram a atenção e me ajudaram a colocar mais alguns remendos em minha formação (aumentei minha colcha em mais uns centímetros!!!):
ü  Os conceitos de currículo devem estar permeados de autonomia, dignidade, identidade, afetividade e seriedade;
ü  O conhecimento do aluno é recheado de troca de ensinamentos e aprendizagens, e como tal deve ser aplicado aos conteúdos ensinados, ou seja, aprender a falar com o aluno escutando-o, lembrando-se sempre que não docência sem discência, pois ensinar é um processo de troca entre professor e aluno;
ü  O professor deve ser um sujeito ético, ou seja, deve sempre existir uma postura ética da parte do professor que deve respeitar a autonomia do educando, aceitando os riscos do desafio do novo, respeitando as identidades culturais e rejeitando qualquer forma de discriminação, reforçanco a capacidade crítica do aluno incentivando o exercício livre da curiosidade, do querer dos alunos;
ü  Cabe a cada educador ter um discurso teórico aliado à sua aplicação prática, um discurso firmado em  uma reflexão crítica, em um pensar certo, através de uma solidariedade social e política, de uma tomada de posição que o leve a intervir no mundo procurando realizar mudanças reais na sociedade, como também ensinando o aluno a pensar certo, superando a ingenuidade, levando-o à criticidade, afinal o professor não é um ser apolítico, e deve encarar a tarefa política-pedagógica na qual está envolvido, pois até o não fazer nada é um posicionamento político;
ü  O professor deve ter a consciência de que ensino e prática são passíveis de mudança, pois o ser humano é incabado, portanto, o ato de ensinar/aprender é sempre um processo inacabado, devendo ser permanente;
ü  Resumindo, a prática pedagógica deve contemplar a autonomia de ser e de saber do educando, respeitando o conhecimento do aluno enquanto ser social e histórico, através de uma postura ética universal do ser humano;
ü  O professor deve transformar sua aula em momentos prazerosos de diálogo, de debate, e ser aberto para compreender o querer dos alunos, para tanto, é necessário gostar do trabalho e dos alunos, é necessário possuir uma “solidariedade política e social”, a fim de se evitar um ensino elitista e autoritário, lembrnaod que educar não é mera transferência de conhecimentos, mas conscientização e testemunho de vida, senão não terá eficácia...

Terminada a exposição e debate dos textos construídos por nós, a professora pediu que para a próxima aula respondessemos  os seguintes questionamentos sobre a Base Nacional Curricular Comum, dividindo-nos por área do conhecimento. Devo responder às perguntas em dupla com Letícia, observando a parte da Matemática.
1.       A base propõe sustentar o quê?
2.       Observe se há hierarquização de saberes na base: citar interdisciplinaridade, multiculturalismo, contextualização, inclusão, gênero, religião etc
3.       Os conteúdos demonstraram as contradições do real?
4.       Correspondencia dos conteúdos com as idades e maturidade dos alunos.
5.       A base sustenta Currículos por Projetos? Currículos  Rizomáticos? Currículos  Integrados?

Devemos também proceder com a leitura dos textos  do livro “Escola, Currículo e Avaliação” da Maria  Tereza  Esteban. Cada um de nós lerá um texto do livro e devemos apresentar para discussão na próxima aula. Fiquei com o texto: “Templos construídos sobre templos: a história da América Latina e o cotidiano da escola.”

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